segunda-feira, 29 de abril de 2013

Era uma vez um... Elefante....


Era uma vez um... Elefante....
 
Que vivia  feliz na savana africana
Que sorria feliz na savana africana
Que comia capim de montão e deitava na relva;
Que brincava de montão de esconde_ esconde na selva

Elefante que gostava de rolar na lama
Ao pôr do sol deslizava sua tromba e corria,
junto as árvores e delas fazia a sua cama.
 Um dia chegou um homem gorducho

Com a cara amarrada... Barba ruiva!
Capturou o Elefantinho com gancho,
Feriu-o, ele implorou pela sua mãe...
 
Sedaram-no e colocaram em uma grade de ferro
Saiu da África, deixou a savana o seu bem maior
O elefantinho percorreu os sete mares aos berro
 

















Na cidade grande, rodeado de gente sorridente
Não entendia porquê as crianças o rodeavam...
Foi ficando bravo e entendiado daquela gente.
 
O Elefantinho não queria aquela fantasia de Dumbo
revoltou-se quando ferido, na  cidade fugiu e perdido,
percorria por ruas, vielas, a polícia encontro-o, atirou,
 
Ele levantou as patinhas e levou rajadas de chumbo,
Antes de morrer ele disse algo, assim ele suspirou:
As mãos que matam animais indefesos, carregam
para sempre o estigma da dor, do abandono e solidão




quinta-feira, 4 de abril de 2013


O PALHAÇO

Na escola, de bambolê e argola
Peripécias e jeitão de Moleque,
Sapatos escrachados, assim tão
escabelado, com aquele cinturão
 
Corre pra lá, corre pra cá, pula, sorri,
não deixa ninguém ficar parado,
alguns dizem que é desajeitado
outros palpitam: É meio pirado!
 
Quem ele é, Quem é ele, crianças!
Quem sabe levante o pé. Que chulé,
Quem sabe levante as mãos,
Que cheiro é esse de suvacão.
 
Adivinhou, adivinhou... Ainda não...
Ei Vc ai sentado, vem cá, vem cá...
Deixe te dizer o que que faço:
 
Sou um pouco de Raimundo,
Sou Reidomundo,
Não, Não não te confundo.

Vem criançada, me dá um abraço
Senão eu corro, peço socorro...
Moro tão longe, naquele morro.
 
Vem criançada, me dá um abraço
Pinta a cara, dança e balança,
O show vai começar,
Aplaudem!!!
Eis o seu:... “Palhaço”
 
Autoria: Carlos Assis Gamarra





domingo, 17 de março de 2013

SNUKI_O CÃO FELPUDO QUE ENCOLHEU

                                 
SNUKI ...É um cão inteligente e leal ao seu amo,
todos os dias, dormia enrolado aos pés do dono.
Choramingava e ganhava um belo biscoito azul
 

SNUKI ... Foi crescendo e percebendo que não saia
da rotina estafante, angustiante de olhar o pôr do sol
sumir no horizonte e ele ficar ali pedindo, implorando
ao amo, para dar uma voltinha a tardinha no arrebol.
 
SNUKI ... Pobre cachorro, de rabugem toda enfeitada,
corria aos pés do amo, de mãozinhas juntas implorava
corria pela casa, dava pulinhos, saltitava, e que nada...
 
Seu amo imóvel, com cotovelo no queixo não desligava
simplismente jogava ao inquieto Snuki um biscoito azul
O cão se desesperava... Não parava de pular e a rosnar
“...Olha o sol esta se pondo, levante daí, vamos andar...”
 
SNUKI ... Suspirava eba! ... Agora vamos visitar a praça,
O meu amo se levantou eba! Agora irei curtir um pouco
Que nada, o seu olhar triste já choramingava sem graça
O meu amo retornou a sentar na cadeira diante da tela

SNUKI ... Aos poucos foi esmorecendo, todos os dias
ao cair da tarde, procurava com um olhar o seu dono.
Que ironia, diante da tela fina e fria, seu amo sorria...
 
Enquanto o cãozinho saia cabisbaixo a choramingar,
Olhando pra trás, como quem diz: Olha eu aqui, eu existo!
Mas que nada, daquela caixa saia som e luzes coloridas,
 assim o alegre SNUKI, foi perdendo o sentido da vida.
 
Uma noite de madrugada, SNUKI quis saber qual a mágica
escondida naquela caixa multi colorida, e sorrateiramente,
entrou no quarto e arranhou, arranhou até que abriu o HD
destruiu todos os fios da caixa, até Que... Foi eletrocutado!
 
Foi assim... Pela manhã quando seu Amo levantou-se,
Não encontrou o cãozinho, Snuki não foi pulando acordá-lo.
Quando percebeu uma fumaça escura no quarto correu e
encontrou-o apenas pelos de veludo do cãozinho felpudo.
 Agarrou-se aos pelos do cãozinho e chorava triste sozinho
Dizia: Volta meu amiguinho, vamos dar uma voltinha na rua
SNUKI ... Foi para “Céu dos Cãozinhos” brincar nas nuvens
Lá ele tem companhia todos dias,  assim que surge o arrebol
SNUKI ... Sai feliz a saltitar, ele tem companhia para passear.

Autoria: Carlos Assis Gamarra
Livre Para Usar/Cite a Fonte

quinta-feira, 14 de março de 2013

Homenagem ao 'DIA DA POESIA"


O AMOR ...
I
O AMOR, há esse Amor ...
Uma palavra inquieta que mexe com  a gente
Um pouco de música que invade a canção...
Uma  sensação inexplicável dos sentimentos,
Um gesto inquieto sufocante ... desigual ...
O AMOR, há esse Amor ...
 II
O AMOR é um sentimento tão nobre
Que palavras não conseguem expressar.

 Algo que os olhos não vêem,
Que o coração não encobre.
O AMOR é um Mistério escondido na Alma
 Fogo que Arde e consome, ferida que não tem jeito.
Sede que mata o prazer, instinto que não se acalma.
 É uma chama queimando dentro do peito
É  um Rio trazendo a Paz na solidão...
 É  um instinto que não se acalma,
Alvo que se persegue, bravura d`alma em conflito.


O AMOR É ISTO:
 “Mistério Comovente que preenche o vazio da Gente” 

  ( Em Foz 10/06/1998 – By Carlos Gamarra )

terça-feira, 5 de março de 2013

Grafiteiro_ Pixador


Grafiteiro_ Pixador
 
Grafite é Liberdade de expressão
Pixação é mania, é pura gozação
Grafite é maneiro, é pura curtição
Pixação é loucura, verdade ação
 
Grafite é descolado é a mensagem
Pixação é pular os limites é viagem
Grafite faz parte do real é paisagem
 
Grafite inunda o seu mundo de cores
Pixação azara o visual, risca horrores
Grafite é a letra colorida e evoca vida
Pixação é imagem em riste na avenida
 
Grafite é a pele da natureza revestida...
Pixação é a alma do protesto espremida
Grafite é a sensação de prazer, aventura
Pixação é uma sensação de desventura.
 
Grafite é a Arte em forma de Liberdade
Pixar é a busca pelo irreal na sociedade
Grafite é  grito colorido, com vários sons
Pixar é a voz  espremida em vários tons
 
Grafite é uma Arte, é ouvida na voz das ruas
Pixação é a Arte espremida na verdade nua
 
Grafite ecoa uma nota musical em cada risco
Pixação é uma sátira à burguesia Nobre
 
Na real Grafiteiros e Pixadores na Sociedade
São ralés sem culturas, pobres e de alto risco
Digo, protesto e repito viva o Grafite !
Enquanto existir injustiça social PIXE !!!

Autor: By Carlos Assis Gamarra
Livre p/ Usar
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