segunda-feira, 3 de março de 2014

Onça Pintada

Onça Pintada
Onça Pintada que corre livre pela mata fechada
                                                Sobe os rios, desce pelas veredas
                                                Sobe os montes, vales, os ribeiros
                                                Sobe a ladeira, vai e desce faceira                                                    
                              Corre atrás da presa, corre ligeiro,
                             Corre em busca do cervo campeiro 
                              Corre não para, busca da capivara
                     Onça Pintada Sai da toca, rosna e lambe a mata
                                   Sai senão o bicho homem te entoca
                                   Sai caçar, predador do cervo e paca
                                     A lua ta cheia, a floresta é teu chão
                                    A lua convida pra uma bela refeição
                                    A lua insiste, mostra em todo clarão.
                         Onça Pintada  Que lá vem uma onça pintada feroz
                                                Que lá vem uma onça pantaneira
                                             Que lá vem uma onça atrás de nós...
                                         
                                    Sobe na árvore e grita bem alto, forte.
                                    Sobe na árvore e levante a sua voz...
                                  Sobe pra Deus um clamor, pois a sorte
                                      Mudou de lado e nós estamos sós...               
                                  

          By CARLOS ASSIS GAMARRA                   
                         

                          


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

OS TRÊS REIS MAGOS


  OS TRÊS REIS MAGOS 
Vieram do Oriente, conduzidos por uma linda e brilhante estrela,
tão bela tão radiante e majestosa, vinha irradiando uma forte luz.
Chegaram na cidade de Belém,  trazendo belo e grande tesouro,
Vieram do Oriente, trazendo presentes, incenso, mirra e Ouro
Chegaram  na cidade de  Belém,  
Os sinos tocavam em coro:
“Nasceu, nasceu o  menino Jesus”.
 
os presentes possuíam um sentido simbólico, de grande valor.
O incenso a fé, a mirra um perfume suave e delicado, a pureza
daquele ato estava representado no Ouro, símbolo da realeza.
 
Os três reis magos ou sábios do oriente, assumiam o sacerdócio,
possuíam poderes e dom divino, foram encontrar-se com Jesus.
Viajaram léguas, caminhos difíceis pelo desertos escaldantes,
Chegaram na cidade de Belém, vinha irradiando uma forte luz.
Cantavam ao som de harpas angelicais que entoavam...
Os sinos tocavam em coro:
“Nasceu, nasceu o  menino Jesus”.

Autoria: By Carlos Assis Gamarra


terça-feira, 29 de outubro de 2013

SONETO DA ANUNCIAÇÃO


Alegrem- se pastorezinhos o Natal esta chegando
preparai o caminho do Senhor, eis o feno e a palha,
ajuntai os cordeirinhos, que os campos esperam a
grande colheita. Eis que  as profecias não falham.
  
                                  Alegrem-se mancebos e donzelas, regozijais todos
os moradores da terra, eis que os sinos anunciam
O sol da justiça brilha sobre nós...  O sol da justiça
esta brilhando sobre os homens de boa vontade...
 
Alegrem-se  moradores  das cidades,  cantem hinos,
agradeçam ao criador, pela beleza de sua santidade
Louvem a Deus, homens mulheres, moças, meninos
 
Alegrem-se e vistam-se de vestes de louvor
preparai o caminho do Senhor, anunciai todas
suas maravilhas com amor e com muito ardor.
 Autoria: By Gamarra

Foz 29/10/2013

sábado, 19 de outubro de 2013

O DIA EM QUE A BONECA EMÍLIA FOI A ESCOLA BÍBLIA


      
                      EMILIA foi a Escola Bíblica pra brincar de esconde esconde
                     Diz que tinha tomado a pílula falante e desembestado a falar
                                               
EMILIA não sabia, que na EBD não pode mentir e responde:
--- Juro que foi o “Dr. Caramujo” depois eu comecei tagarelar.
 
EMILIA, EMILIA, EMILIA...
HOJE CHEGOU A HORA DE SABER.
EMILIA... NÃO FIQUE TRISTE...
VOCÊ É OBRA PRIMA DO CRIADOR
 
EMILIA você não vai mais  "abrir sua torneirinha de asneiras",
EMILIA de hoje em diante mentirinha e asneirinha nunca mais
Costuma trocar os nomes das pessoas por versões diferentes,
Na EBD você aprende a honrar a Deus e Orar constantemente
 
EMILIA é uma boneca de pano, recheada de macela
Em muitas histórias, ela troca o seu vestido colorido,
EMILIA é uma boneca de pano, recheada de macela.
EMILIA reproduzia o “Bulling”, mentia e era tagarela.
 
Na EBD a EMILIA aprendeu que todos somos filhos de Deus
Que Jesus Cristo nos deu um novo coração, uma nova vida.
EMILIA Aprendeu errado que para ser a boneca de verdade,
EMILIA  podia cometer impunemente pecados infantis como
Fazer Bulling, malcriação, egoísmo, teimosia e espertezas....
 
EMILIA era uma boneca revoltada, não obedecia e era birrenta.
 Diz o que pensa e quando leva bronca, finge que não é com ela.
Não temia a Deus e nada, aprontava todas e cheia de vontades.
 
                  Na EBD a EMILIA aprendeu a  Amar os outros como a si mesmo
                  Deixou misticismo de lado, abandonou a mentira e seus pecados.
                 EMILIA era uma boneca revoltada, hoje uma menina mui amada,
                   Louva a Deus e diz que é feliz, por Jesus Cristo ter lhe salvado...

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

FELIZ DIA DOS SURDOS

 Não me chame de mudo
Senão eu mudo de canal.
Eu não sou doente mental,
Eu Levo a vida numa boa,
Sou surdo sim, na moral!
 
Você esquenta a cabeça
Eu balanço e aconteço,
Você arrebenta no cansaço
Eu tiro de letra, pois mereço,

Viver a vida no balanço...
 
Qual o segredo, O que Faço
Imita-me se você tem fibra
Imita-me que você entende
O nosso mundo é só Libras!
 
Por isso se você não compreende
Não critique o meu jeito de ser.
Sou surdo... Se você não entende
Não me chame de mudo!

 Senão eu mudo de canal.
 


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O TROPEIRO E O SEU PICAÇO, PETIÇO...

Andas carregando na canga da boiada,
víveres, e os alimentos manufaturados,
cansado da lida diária, na longa estrada  
percorrendo o brejo, o frio da invernada,
trazendo o lenço amarrado ao pescoço,
camisa de flanelas, chapéu, rotas botas,
percorrendo córregos, vielas e pinguelas
desbravando  leitos dos rios com mulas,
 
 sussurrando ao vento, quebrando silêncio
Andas como andarilho, no lombo tordilho,
na fé exercida da fria solidão campineira,
Conduzindo o gado nas tortuosas trilhas,
O Tropeiro segue a boiada, a noite inteira,
No calor da saudade, em meio a clareira,
Pensa na amada, tão distante e faceira...
O Tropeiro suspira, joga o laço a meia guampa
Descansando aos pés de um erval mui florido.
  Saboreia um barreado, bem preparado, cozido,
com brasas de angico, e esquece aborrecido,
as árduas léguas solitárias que tens percorrido.

Clarão da madrugada, enquanto geme a boiada,
Fervilha em trapos, os gravetos pré aquecidos,
  
 
Enquanto a erva verdinha, boleia no fundo da cuia
Surge no céus uma fagulha, uma bebida amarga,
os lábios secos mergulham, amainando a fúria.







O Tropeiro no silêncio da noite, esmagado pela solidão,
empurra um gole bem quente.. Tal qual bebida ardente,
Aquece o peito na noite fria, em companhia do chimarrão.
 
Ouve o turbilhar da boiada na improvisada, velha coxilha,
Olha o estradão... Arruma o seu tordilho, o velho alazão,
Pensa na guria amada, arruma o chapéu, agradece o céu,
Maneia o chicote, pega um pequeno garrote e grita hêia...
 O Tropeiro solitário engasga com a voz embargada,
Pega o seu vime, o nó de pinho, ele segue sozinho,
Vai endireitar a cangalha e ir para a barroca, no rastro (...)
Da picada, daquela velha estrada, que leva a minha Castro.

  Pega o arreio, o Lombilho, crava uma frase no estribilho...
Registre em Campo Largo e em todo os Campos Gerais...  
Sou tropeiro velho, não gasto meu picaço petiço na roça,
Ando em estradas com ponteiro, pra chegar faceiro e ligeiro
Na minha querida terra... Ponta Grossa! 

 Autor: Carlos Assis Gamarra
  Escrito em Foz 12/08/2013 

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